sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Medo de dirigir

Na primeira foto, Dona Leô ao volante do Fusca "Reportagem"
Na segunda, Sr. Ricardo no seu "Possante", primeiro carro dos Granzotto.


Dirigir um carro simboliza status e poder, mas também uma necessidade que se cria com o cotidiano que se tem.


Tirei carta de habilitação para dirigir aos 20 anos. Já renovei uma vez e não tem o motivo de renovar pela segunda. Talvez, por conta do medo, estruturei minha vida de modo que casa, trabalho (...) estivessem acessíveis aos meus passos. Lembro-me do mal-estar das poucas vezes que estive na direção.


Ontem, quando estava com a Dani no seu novo carro, ela lembrou que o nossos avôs nunca dirigiram carro, sequer sabiam dirigir e que papai, quando comprou seu primeiro carro, um Fusca 197? azul, convidou seus futuros sogros para uma volta, num dia de chuva, nas ruas inclinadas de paralelepípedo do bairro para impressioná-los (ou assustá-los). Rimos.


Os novos modelos são equipados com câmbio automático, ar condicionado, assentos confortáveis e outros itens que fazem do carro uma máquina fundamental e indispensável à vida do ser humano versátil, moderno, ocupado com suas múltiplas tarefas. Será?


Pensei no quanto os velhos da minha família eram pessoas além do seu tempo, destemidas, ativas, cheias de histórias e memórias de dores e alegrias, criatividade e mobilidade... mesmo sem terem carros. No motivo pelo qual meu pai não está mais aqui conosco (ele não entregaria seu carro de mão beijada...). Na vida da Dani e da Dona Leô sem seus carros... Pensei também que, inconscientemente, essa paura de volante em mim permita que eu reúna essa potencialidade genética do olhar para a rua e ao redor, dizer 'bom-dia' para as pessoas que também caminham e querer ir além daonde o carro pode levar.


Um dia vou dirigir novamente... ou não.




quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

10 para 2011





Eis a lista de ações possíveis para o ano que começa. Quem sabe... se as torno públicas, ficam mais fáceis de se realizar!





                1. Apurar o paladar e, pelo menos uma vez por mês, provar uma refeição típica de outra cultura, outro país. (Comecei bem, almoçando no Acrópoles)

                2. Satisfazer a minha obsessão por conhecer novos lugares, desta vez viajando para as capitais brasileiras que ainda não conheço. Talvez comece por Goiânia...

                3. Escrever uma crônica. E publicá-la em mídia impressa.

                4. Acompanhar o ciclo de vida de uma flor. Desde a semente. (Ganhei três espécies: amor-perfeito, girassol noturno e goivo. Já providenciei os canteiros e a terra fértil para o plantio)

                5. Comprar um celular. Não pelo prazer, mas pela necessidade de ser encontrada quando "sumo".

                6. Concluir a Pós-graduação, apresentando um trabalho bacana, persuasivo e aplicável.

                7. Ir mais ao teatro. Perdi muitas oportunidades de ver bons espetáculos ficando em casa.

                8. Preparar outras exposições fotográficas. Tá no sangue, é inegável!

                9. Trabalhar? Continuarei fazendo como sempre fiz: com esmero e honestidade.

                10. Amar? (rs) Meu coração está liberto, mas frio como um iceberg. Se tiveres paciência e calor...

                Vou completando a lista ao passar dos dias.

                Se achas que pode colaborar em algum dos itens, deixa um comentário.

                Na foto: Amor-Perfeito. Curitiba, novembro/2010, por Fabiana Paino Granzotto.

                Dedicado a deusa Minerva, o Amor-Perfeito é o símbolo da glorificação do trabalho mas também está associado ao amor romântico, duradouro, amor para toda a vida.

                domingo, 26 de dezembro de 2010

                Ano Novo



                As palavras de Drummond são tão certas!

                A Novidade está dentro de cada um de nós.

                O campo de possibilidades e mérito está aberto para o tempo que se inicia:
                O Agora.

                É isso que eu desejo a você que lê.





                Que o Ano Novo seja exatamente o que você queira que ele seja.








                RECEITA DE ANO NOVO


                Para você ganhar belíssimo Ano Novo
                cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
                Ano Novo sem comparação
                com todo o tempo já vivido
                (mal vivido talvez ou sem sentido)
                para você ganhar um ano
                não apenas pintado de novo,
                remendado às carreiras,
                mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
                novo até no coração das coisas menos percebidas
                (a começar pelo seu interior)
                novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
                mas com ele se come, se passeia,
                se ama, se compreende, se trabalha,
                você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
                não precisa expedir nem receber mensagens
                (planta recebe mensagens? passa telegramas?)
                Não precisa fazer lista de boas intenções
                para arquivá-las na gaveta.

                Não precisa chorar arrependido
                pelas besteiras consumadas
                nem parvamente acreditar
                que por decreto de esperança a partir de janeiro
                as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa,
                justiça entre os homens e as nações,
                liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
                direitos respeitados,
                começando pelo direito augusto de viver.

                Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome,
                você, meu caro, tem de merecê-lo,
                tem de fazê-lo novo,
                eu sei que não é fácil,
                mas tente, experimente, consciente.

                É dentro de você que o Ano Novo
                cochila e espera desde sempre.

                Carlos Drummond de Andrade

                segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

                Ecoturismo na cultura de consumo




                Resenha.
                Em artigo publicado na Revista Brasileira de Ecoturismo, v.2, n.1, de Janeiro de 2009, sob o título Ecoturismo na cultura de consumo: possibilidade de Educação Ambiental ou espetáculo?, Hélio César Hintze busca averiguar, a partir de levantamento bibliográfico em diálogo com opiniões obtidas em entrevistas no trabalho de campo, a existência de uma preocupação com a Educação Ambiental (e quais os princípios que a regem) nas atividades e pacotes ecoturísticos comercializados pelo mercado.

                O texto de 43 páginas (incluindo referências bibliográficas e notas do autor) inicia-se discorrendo acerca da contemporaneidade e seus condicionantes, cultura de consumo e sociedade do espetáculo, onde o autor aponta a potencialidade do Ecoturismo como um produto regido pelas leis de mercado, neste contexto; discute as relações com temas como turismo, consumo, natureza e educação ambiental; busca identificar as bases filosóficas do trabalho ecoturístico, basicamente as relações com a questão da educação ambiental; realiza crítica conceitual; expressa os resultados de entrevistas a 3 operadoras do mercado ecoturístico e 3 pesquisadores de áreas relacionadas aos temas propostos; constata as dificuldades na integração da educação ambiental (confundida com a educação formal) com as atividades ecoturísticas, além da reafirmação do tempo espetacular do capital - O ecoturismo como atividade que pode produzir subjetividade consumista.

                A leitura do artigo traz à tona questões conceituais fundamentais para a formação do educador ambiental e seu campo de atuação e reafirma a necessidade de tomada de posições, decisões e diálogo entre academia, mercado e sociedade.



                Fabiana Paino Granzotto


                para a disciplina de Educação Ambiental e Ecoturismo.


                FSA- EAS. 20/12/2010


                Avaliação sobre o trabalho com os PCNs em Práticas Pedagógicas e Dimensão Ambiental

                A capacitação e formação continuada de educadores para um trabalho efetivo e coerente com os Parâmetros Curriculares Nacionais se faz necessária neste Curso de Especialização, no sentido de se superar a falta de clareza quanto à relação entre conteúdos e transversalidade, bem como de se suplantarem lacunas metodológicas.

                O grupo de Educação Ambiental e Sustentabilidade, durante as aulas previstas para a disciplina de Práticas Pedagógicas e a Dimensão Ambiental, ministradas pela Profa. Angela Baeder, fez leituras e discussões que contribuíram para a contextualização histórico-social acerca da implementação dos PCNs, a partir de 1998, que visava engendrar mudanças no perfil educacional brasileiro.

                A questão da transversalização de temas sociais, especificamente o tema Meio Ambiente, também foi analisada e discutida em aula, bem como a relação desse tema transversal com as demais disciplinas curriculares do Ensino Fundamental e do Ensino Profissionalizante.

                Como professora em exercício há 10 anos, ter esse contato mais atento com os PCNs foi de fundamental importância para reafirmar algumas práticas na escola e resgatar os compromissos assumidos com um ensino de qualidade.

                Fabiana Paino Granzotto
                20/12/2010

                domingo, 5 de dezembro de 2010

                Sabedoria (Nossa sabedoria é a dos rios)

                Nossa sabedoria é a dos rios.


                Não temos outra.


                Persistir.


                Ir com os rios, onda a onda.


                Os peixes cruzarão nossos rostos vazios.


                Intactos passaremos sob a correnteza


                feita por nós e o nosso desespero.


                Passaremos límpidos.


                E nos moveremos,


                rio dentro do rio,


                corpo dentro do corpo,


                como antigos veleiros.





                Luís Carlos Verzoni Nejar


                (Porto Alegre, 11 de janeiro de 1939)


                é poeta, ficcionista, tradutor e crítico brasileiro,


                membro da Academia Brasileira de Letra.


                Leitura e reflexão em Práticas Pedágógicas e a Dimensão Ambiental em 04/12/2010.

                quinta-feira, 25 de novembro de 2010

                Exposição Fotográfica: Espaços e momentos de ensinar-aprender


                Dia / Hora
                sábado, 27 de novembro de novembro
                das 9h00 às 11h00 e das 14h00 às 16h00


                Localização
                EMEIEF Luiz Gonzaga - CESA Parque Erasmo/ Santo André
                Ipanema, 253 - Parque Erasmo Assunção
                Santo André, SP


                Mais informações
                34 fotos registram momentos de visitação à Sabina, Parque Escola, Museu de Santo André, Câmara Municipal, Biblioteca Nair Lacerda, Teatro Municipal e projeto Brinca Ciência, que ocorreram neste ano, com a turma do 2º Ciclo Inicial F.


                O objetivo desta exposição é a visualização do trabalho pedagógico em diversos espaços e momentos e o envolvimento dos alunos nas aulas dentro e fora das dependências da EMEIEF Luiz Gonzaga.


                A entrada é gratuita. A exposição fotográfica é parte da Mostra Cultural, com trabalhos, em diversas linguagens, realizados pelos alunos de Educação Infantil e Ensino Fundamental.


                Fabiana Paino Granzotto.

                quarta-feira, 29 de setembro de 2010

                É primavera (It's Spring in my heart)


                Existem verdades nesta vida.

                Os rios correm para as planícies.
                Os dias e noites se sucedem.
                O corpo humano é basicamente composto de água e carbono.
                Os insetos são polinizadores e contribuem para a perpetuação de muitas espécies vegetais.

                O que seriam dessas verdades se eu não as aceitasse?
                Dúvidas cruéis?

                Não há como duvidar que já é primavera. Suas evidências estão por toda parte, inclusive em mim mesma.

                quinta-feira, 23 de setembro de 2010

                O Coração da Deusa




                Assim como nossos ancestrais veneravam a capacidade da mulher criar seres humanos a partir de seu útero e alimentá-los através de seu seio, também homenageavam a Terra como a Grande Mãe, que nos alimenta, e a partir de cujo corpo todos nós somos criados. É claro que, para nos salvar - e evidentemente para preencher nosso verdadeiro potencial - devemos homenagear a Natureza, a Deusa e as mulheres.

                (do livro de Hallie Iglehart Austen - The Heart of the Goddess)